Tanto as áreas residenciais como as comerciais e as industriais, estão sujeitas às intempéries climáticas e às consequências de fenômenos naturais. As descargas atmosféricas são um desses fenômenos, que desencadeiam a necessidade do SPDA.

Embora sejam naturais, elas podem colocar a vida de pessoas em risco, caso não haja um projeto voltado aos efeitos descarga elétrica que podem ser gerados.

Uma importante solução para esse problema, se trata do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, mais conhecido pela sigla SPDA.

Que além de fornecer segurança aos frequentadores da edificação, pode também auxiliar na preservação das estruturas arquitetônicas e de aparelhos e dispositivos eletrônicos e elétricos. Comumente, esse sistema é conhecido como para raio.

Como o SPDA é instalado?

A função por ele exercida, consiste na neutralização das descargas elétricas provenientes da atmosfera e é realizada a partir da captação da descarga elétrica na edificação.

Por meio de um fenômeno físico, chamado poder das pontas e da condução dessa energia através da estrutura, até que seja descarregada no solo.

Impedindo que ela entre em contato com pessoas e com a rede elétrica do local. A instalação variará segundo o tamanho da estrutura e seu material de fabricação.

Além da área ocupada, altura de edifícios vizinhos, topografia local, tipo de ocupação e nível de risco. O método escolhido para fornecimento de proteção também é variável.

Pode-se optar pelo método de Franklin, que protege toda uma zona especial a depender da altura e da quantidade de captores.

Pelo método eletromagnético ou pelo método gaiola de Faraday, no qual o SPDA envolve a área da cobertura da edificação.

Embora não seja obrigatória, a criação de um projeto spda, é altamente recomendada antes da instalação desse sistema.

E se corretamente realizado o projeto, pode-se prevenir a ocorrência de incêndios, danos ao isolamento da instalação eletrica residencial, interrupção de fornecimento de energia, explosões, mal funcionamento de aparelhos elétricos e eletrônicos.

Além de ferimentos e mortes por eletrocussão, queda de produtividade ou redução da qualidade de produção, por danos e falhas em instalações elétricas industriais.

A importância do laudo e do sistema

Portanto, antes de se instalar o SPDA e colocá-lo em funcionamento, é necessário que haja um gerenciamento de risco em conformidade com as exigência da NBR 5419. Havendo assim, estudo dos seguintes fatores:

  • Fontes dos danos (descargas na ou próximas da estrutura ou na ou próximas da linha);
  • Tipos de danos (físicos ou materiais);
  • Tipos de perdas (humanas, patrimoniais, de serviço ou financeiras);
  • Risco de perdas.

Em seguida, deve-se definir qual será o método de proteção, realizar cálculos para a instalação e para distâncias de segurança.

Em caso de se optar por isentar o edifício do sistema, o gerenciamento de riscos e a assinatura de laudo pelo engenheiro responsável são obrigatórios.

Do contrário, realizando-se a opção pela instalação do sistema, no laudo spda devem constar representações gráficas em escala, localizando e dimensionado os componentes do sistema.

E informações acerca do solo: sua natureza, estratificação, entre outros; um registro de medições de resistência do aterramento, que deverá ser atualizado periodicamente ou em alterações e manutenções do sistema.

E uma justificativa da imprescindibilidade do SPDA e da escolha do nível de proteção, de acordo com as necessidades do local.

Após a avaliação dos custos e dos serviços, com a escolha de um determinado projeto, o cliente adquire uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ou ART).

Juntamente ao CREA, um dossier técnico que deverá conter informações relevantes (descrições técnicas, materiais utilizados e outros dados) e plantas em CAD (Desenho assistido por Computador).

Estas que deverão conter um selo e anotações técnicas e deverão estar legendadas e detalhadas. A partir disso, pode-se perceber que a recorrência a um projeto spda, se constitui numa importante medida protetiva e preventiva por:

  1. Evitar erros na instalação do sistema, reduzindo os custos e a necessidade de manutenção;
  2. Garantir a correta instalação de todos os componentes;
  3. Possibilitar a adequação a regras e normas de segurança e a exigências legais;
  4. Facilitar o atendimento de brigadas de incêndio e seguradoras;
  5. Como já mencionado anteriormente, permitir que danos e perdas tantos humanos quanto na instalação elétrica sejam causados;
  6. Permitir que o cliente possa comparar os valores de instalação, gerando diminuição no custo de aplicação por meio de cotação orçamentária;
  7. Fornecer material descritivo que evita ou permite a solução de dúvidas posteriores;
  8. Ampliar o gerenciamento do sistema;
  9. Auxiliar o desenvolvimento dos trabalhos do encarregado da obra.