Uma proporção considerável da população brasileira tem alguma ou muita dificuldade em realizar atividades cotidianas ou, ainda,  é totalmente incapaz de fazê-lo, necessitando de acessibilidade.

Em alguns caos, trata-se de pessoas com deficiência: conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas com necessidades especiais somam quase 7% da população.

Apesar disso, é preciso ressaltar que a metodologia usada pela instituição para mensurar esse dado mudou nos últimos anos. Isso significa que, ao somar todas as pessoas com alguma dificuldade, por menor que seja, pode beirar os 25%.

Por conta desses índices, a questão da acessibilidade está cada vez mais em voga na esfera pública, sendo até incluída em leis. Aprenda mais a respeito disso no artigo a seguir:

O que é acessibilidade?

Pessoas com dificuldade para enxergar, se locomover ou até mesmo falar e ouvir enfrentam uma série de dificuldades na vida cotidiana. Afinal de contas, todas as instalações são projetadas para quem tem todos os sentidos plenamente desenvolvidos.

A acessibilidade arquitetônica existe para garantir que as pessoas com deficiência possam acessar todos os locais, desde edifícios ao transporte público, de forma que não encontrem obstáculos. Ela consiste em usar aparatos como:

  • Pisos táteis para cegos;
  • Rampas para deficientes físicos;
  • Plataformas para cadeirantes;
  • Semáforos que emitem sons.

Para que serve a acessibilidade?

Por mais que muitas pessoas vejam essa questão como uma questão arquitetônica e de engenharia, a acessibilidade para deficientes é muito mais do que isso: para quem tem alguma questão de saúde que dificulta a realização de suas atividades cotidianas, ela serve para incluí-los plenamente na sociedade.

Um bom exemplo da importância de tais medidas é o espaço de trabalho. Afinal, não adianta uma empresa se comprometer com oferecer oportunidades para portadores de deficiência se o seu escritório está repleto de escadas e não tem banheiros adaptados, por exemplo.

O próprio poder público tem se conscientizado a respeito disso, regulamentando a elaboração de um projeto de acessibilidade.

No âmbito federal, há leis como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/ 2015) que fixa padrões mínimos para que edifícios e veículos sejam acessíveis e estabelece sanções para entes públicos e particulares que desrespeitarem essas normas, como o pagamento de multas ou até mesmo reclusão.

Como elaborar um projeto acessível?

Há quem pense que, para que um projeto seja acessível, basta instalar os objetos comumente vistos em edifícios, sem critério algum.

No entanto, não é bem assim, pois há uma série de normas e técnicas a serem seguidas para que tais aparatos permitam que pessoas com deficiência transitem pelos mais variados espaços sem maiores problemas. Confira a seguir algumas dicas para isso:

  1. Conte com especialistas

Ao fazer reformas ou construções, é essencial que haja um profissional qualificado que supervisione e assuma a responsabilidade sobre os procedimentos realizados. Consequentemente, é obrigatório contar com um engenheiro ou arquiteto.

Ao elaborar um projeto de edifício acessível, isso não é diferente e contar com um profissional qualificado é fundamental.

Além de dominar todas as técnicas pertinentes, eles são familiarizados com os padrões estabelecidos por órgãos como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

  1. Confira os manuais pertinentes

Quando se trata de reformas e construções, a exatidão é essencial. No caso de reformas que tenham como objetivo tornar um espaço acessível, isso não é diferente: há um conjunto de boas práticas que envolve desde a escolha de materiais até a sua correta instalação.

Boa parte desses padrões são abnt normas. Esse órgão se responsabiliza por estabelecer regras a respeito de fatores como:

  • Banheiros acessíveis;

  • Instalação de corrimões;

  • Melhores materiais para os itens;

  • Como realizar a manutenção destes itens.

Vale ressaltar que, caso um edifício não cumpra tais padrões, ele pode ser denunciado. Caso o poder público verifique que há o desrespeito às regras pertinentes, seu proprietário pode ser sancionado.

  1. Conheça as soluções do mercado

Por conta das exigências legais e da mobilização social cada vez maior das pessoas com deficiência, o mercado de reforma e construção tem oferecido cada vez mais soluções para melhorar a acessibilidade de espaços, como plataformas para cadeirantes, pisos táteis e/ou antiderrapantes, corrimões, guarda corpos, etc.

Assim, para assegurar um bom resultado, é fundamental estar atento a tais novidades. Dessa maneira, será sempre possível trazer o que há de mais novo no mercado ao projeto.